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28/11/2013


Bom dia tripulantes? Todos bem?

Esse é o nosso quadragésimo nono post, e nele apresento, para aqueles que não conhecem, uma das maiores ilustradoras de fantasia. Um merecido tributo para Pauline Bayes, desenhista, ilustradora e capista, falecida em 2008, a talentosa inglesa, ilustrou obras de J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis, entre outros, entretanto, ainda é desconhecida para muitos, e isto parece injusto.


Pauline Bayes nasceu em Hove, na Inglaterra, em 1922. É uma das responsáveis pelo imaginário atual do universo criado por Lewis através de suas ilustrações para Narnia. Aquele mundo colorido, cheio de animais, e variedade vegetal, está presente em grande parte das artes de Bayes.


Bayes era uma exímia ilustradora, trabalhava com lápis de cor, nanquim, aquarela, pastel e óleo. Também era letrista, e produziu capas em uma época na qual não existia o computador para facilitar a diagramação e a criação de fontes. Em algumas capas é fácil notar o primor com que Bayes detalhava a ilustração, às vezes, margeadas por arabescos. 

Vale ressaltar a beleza dos mapas ilustrados por ela que fez cartas cartográficas para obras de Tolkien e Lewis. Em fim, sua ilustração possui uma sutileza feminina, com aquela mágica típica dos contos de fada.

Não acredita? Então, comprove!




Um site foi criado para divulgar a obra da ilustradora: Pauline Baynes



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Direitos Autorais: Vamos conversar sobre o assunto?


11/10/2013



Olá tripulantes! Tudo bem?

Com a chegada do dia das crianças, decidi fazer um post nostalgia. E nada melhor que escolher um ano de minha infância tardia, entre treze e quatorze anos, quando estava na sétima série. Este foi um ano importante, pois, foi quando descobri coisas que fazem parte do meu cotidiano, tais como, comics, rpg, literatura de fantasia, entre outras. Neste ano descobri o que seria meu primeiro "point", a Gibiteca Henfil, na época localizada na Vila Mariana, local onde reuniam-se desenhistas e aspirantes como eu, além de jogadores de rpg e é claro, apreciadores de quadrinhos.

Vou listar cinco coisas, uma HQ, um livro, um RPG de mesa, um game e um filme que marcaram minha infância tardia, ou, começo de adolescência:

#1

HQ: Marvels



Vou confessar uma coisa, pra quem leu, até aquele momento, apenas os gibis da Disney e Turma da Mônica, ter a oportunidade de ler a série Marvels, escrita por Kurt Busiek e magnificamente ilustrada à aquarela por Alex Ross, publicada em 1994, foi uma das experiências mais fantásticas como leitor de quadrinhos. Marvels, a série de quadrinhos que retrata a origem do universo de heróis Marvel me inseriu no mundo dos comics e seus heróis e como efeito em cascata foi trazendo o resto: busca desenfreada por revistas de HQs; Gibiteca Henfil; Cursos de quadrinhos; primeiras páginas desenhadas com o uso de técnicas e muitos amigos que mantenho até hoje! A revista foi emprestada por um colega de classe que disse - Leia isso, você vai gostar – Ele sabia do que falava!

#2

Livro: A Ordem dos Futuros

 


Que fique aqui um exemplo da importância da literatura fantástica brasileira. O livro que me inseriu no universo da fantasia não foi escrito por Tolkien ou C. S. Lewis, foi um pequeno livro de autoria do brasileiro Ricardo Gouveia, publicado em 1993, encontrado na biblioteca da escola. Com uma história bem amarrada, A Ordem dos Futuros é um livro infantojuvenil gostoso de ler. Este livro de fantasia e ficção científica me apresentou o mundo da literatura de fantasia.

#3

RPG: D&D

 


Conheci o jogo de tabuleiro Dungeons e Dragons no 3º Encontro Internacional de RPG, quando fui com colegas desenhistas. Dave Anerson, um dos desenvolvedores do D&D, foi a estrela do evento. O jogo garantiu muita diversão nos anos seguintes. Como não olhar com saudade para aquela boa época da vida! D&D ainda é meu jogo de RPG favorito.

#4

Game: A Lenda de Zelda

 


Ainda dentro do sistema RPG, o jogo para o console Super Nintendo, A Lenda de Zelda (The Legendo of Zelda: A Link to the Past), esteve presente nesses anos garantindo a diversão. Viver a aventura do guerreiro Link em busca da princesa Zelda e da paz para o reino de Hyrule foi algo fantástico. E, cá entre nós, aquela trilha sonora grudava nos ouvidos!

#5

Filme: Dragonheart (Coração de Dragão)

 


Jogando D&D, descobrindo o universo da fantasia, e em 1996, pinta Dragoneart nas telonas! O filme, dirigido por Rob Cohen e com roteiro de Pogue, provoca diferentes emoções, que transitam entre ódio, medo e empatia para com os mesmos personagens, me parece que o roteirista brincou o tempo todo com os sentimentos do espectador. A saga de Bowen para redimir um mundo que ele ajudou a construir foi um dos filmes que mais marcaram aqueles anos da minha vida.


Enfim, depois disso, vivi muitas fases, vi muitas coisas, gostei e desgostei. Normal, mudar não é ruim. É preciso viver cada etapa da vida, aproveitar o que há de melhor. Se algo que hoje não parece bom pra mim me proporcionou diversão em tempos passados então, independente do que vivo e acredito hoje, tudo aquilo valeu a pena!

Felicidades a todas as crianças trintonas como eu! Feliz 12 de Outubro! ^___^



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06/10/2013


Olá tripulantes! Estão todos bem?

Todos a postos para conferir mais uma entrevista! (Estou gostando dessa brincadeira de capitão) Pretendo publicar, no mínimo, uma entrevista por semana e assim, dividir este espaço com pessoas talentosas que conheço ou admiro. Mas vamos ao que interessa!

Ele viu aquele espaço vazio e escuro e esticou sua caneta.
- Que haja o Multiverso. E assim foi feito!
- Que haja seres fantásticos de todos os tipos. E assim foi feito!
- Que haja aventuras, batalhas e muita diversão. E assim foi feito!

Já pensou na possibilidade de criar mundos fantásticos e povoá-los de seres, para depois, movê-los em aventuras e batalhas por suas próprias vidas? O escritor de fantasia Gustavo Girard Brasman (G. Brasman) sim, não apenas pensou, como esticou sua caneta e, juntamente com G. Norris criou o Multiverso, o povoou de seres fabulosos, robôs, princesas e guerreiros com poderes mágicos. Deu a estes personagens motivos para lutarem. Sorte dos leitores, que ganharam mais uma grande série de fantasia, e certamente, a passagem de ida para um mundo de sonhos.


Confira a entrevista com G. Brasman. Sua série Crônicas dos Senhores de Castelo já possui dois livros publicados: O poder verdadeiro (Livro I) e Efeito Manticore (Livro II).

M.R.G: Gustavo Brasman, escritor de fantasia brasileiro, co-autor, juntamente com G. Norris, da série Crônicas dos Senhores de Castelo, um trabalho bem indicado pelos leitores do gênero, sabidamente exigentes. Também participou da coletânea Mundo de Fantas. Por que escrever fantasia?

G. Brasman: Uau! Você fez a lição de casa hein (risos). Bom... escrevo fantasia por que a realidade que nos cerca é "humana demais". Roubalheira, mortes e tragédias. Então, desde muito cedo, eu busco nos livros aquilo que todos nós sempre buscamos: um mundo melhor. É por isto que eu escrevo, usando minha imaginação e criatividade para tornar possível o impossível.


M.R.G: Como foi o processo de construção de As Crônicas dos Senhores de Castelo? Do que trata o livro e o que pretende transmitir aos leitores com a série?

G. Brasman: O processo sempre foi, e ainda é, uma festa! Poder colocar no papel tudo o que eu imaginar foi o mote principal dessa série. No Multiverso dos Senhores de Castelo, qualquer coisa pode acontecer. Quer um robô consciente criado pela própria natureza? Feito! Quer um pistoleiro mágico? Feito! Quer um cavaleiro que lança energia? Feito também. Viajar entre mundos através de Mares entre os universos? Fácil! Voar em coelhos gigantes, princesas guerreiras, magos seculares, lendas fantásticas, uma ilha flutuante no centro de tudo... feito, feito, feito! E tudo isto com um só objetivo: levar aos leitores a mesma alegria que eu sinto quando escrevo. O objetivo aqui é a DIVERSÃO!

M.R.G: Você está escrevendo a série em conjunto com G. Norris. Como é trabalhar com outro autor em uma obra longa como uma série?

G. Brasman: Sendo sincero, não é fácil. Mas também, se não fosse assim, a série não teria saído. Há percalços no meio do caminho, vencidos com muita conversa e criatividade. Mas o lado positivo supera isso, pois os eventuais "obstáculos" são transformados em "degraus" que nos levam adiante. Afinal, duas cabeças pensam melhor do que uma!

M.R.G: Até ter seus textos publicados, você percorreu um grande caminho, que, sem dúvidas, foi e ainda é significativo para seu amadurecimento como escritor. Fale sobre essa trajetória:

G. Brasman: Dá para escrever uma biografia aqui? ( risos novamente :D ). É muita coisa para falar, mas em resumo, pesquisei muito antes de decidir qual forma de publicação eu buscaria. E, depois que decidi por buscar a publicação pela forma tradicional (aposta da editora),  Com o projeto em mãos, comecei a peregrinação e fiz das tripas coração para encontrar o meu espaço. E quando a primeira editora ficou "pequena para a obra", novamente fui às ruas, até encontrar uma outra editora que quisesse batalhar conosco neste mercado. Foi assim que chegamos à Verus (Selo da Record).

M.R.G: Quais autores e obras influenciam sua forma de construir literatura?

G. Brasman: Não sinto que sou influenciado por um ou outro autor específico. Gosto de várias obras e procuro sempre evoluir. Mas creio que consegui encontrar um estilo meio próprio de escrever que pode até ser comparado com outros autores, mas não é facilmente vinculável a algum em especial. Resumindo, o que me influencia é a vida!

M.R.G: Com qual perspectiva você enxerga a literatura nacional?

G. Brasman: A literatura nacional é como um raio de luz passando por um prisma. Há tantas cores e nuances diferentes, que é impossível caracterizá-lo de apenas uma forma. Há exemplos grandes de sucesso nacional, e cada um tem seus próprios motivos e méritos para terem chegado lá. Mas, no geral, creio que o número de leitores teve um grande acréscimo graças ao sucesso enorme que o Harry Potter teve aqui no Brasil (e eu vou confessar, é uma das séries que eu mais gosto, junto com Senhor dos Anéis :D ). É um mercado que tem seus altos e baixos, mas que ainda vai ter um bom par de anos bons pela frente.

M.R.G: Como adquirir seus livros?

G. Brasman: Eu recomendo sempre procurar em livrarias on-line. Se quiser autografado, há o site srcastelo.com que tem link direto conosco. E para saber mais da série, pode acessar também o senhoresdecastelo.

M.R.G: Uma frase para fechar a entrevista:

G. Brasman: Desculpa aí, mas fiz três!
1) Dê uma chance para o Multiverso dos Senhores de Castelo entrarem na sua vida, e eu garanto que você vai se divertir muito!
2) Adoro trocar ideias com os leitores (email, facebook, twitter ou pessoalmente), então, sinta-se a vontade para conversar quando quiser!
3) Se gostar, fale para os amigos. Se não gostar, fale para mim para que eu possa melhorar!

Obrigado por nos conceder a entrevista, desejo muita sorte para a dupla.


Agradeço aos amigos visitantes, peço gentilmente que comentem, sigam o blog, curtam a minha página no Facebook e divulguem para os amigos.
Abraços e até o próximo post.


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10/09/2013

Olá tripulantes! Como estão?

Para iniciar este post vou propor um exercício mental: Pense em Tolkien. Pensou? Agora pense em um lugar. Aposto que o lugar que apareceu em seu pensamento foi a Terra Média. Os sucessos de O Senhor dos Anéis e O Hobbit provoca esta sequência mental. Entretanto, se você leu o livro Roverandom, que Tolkien escreveu em 1925 para seu filho Michael que acabara de perder o seu brinquedo favorito, um cãozinho, provavelmente você saiba que existe Tolkien fora da Terra Média, embora seja quase impossível não imaginá-la como cenário para o irritante cão Rover, transformado em um brinquedo de porcelana pelo mago Artaxerxes, e que viverá uma aventura em busca do mago para voltar a ser um cachorro. Em sua empreitada Rover vai até a lua, auxiliado por Mew, uma gaivota e lá encontra o maior de todos os magos.
http://www.dana-mad.ru/gal/image.php?img=721
Roverandom por Alan Lee

Vale destacar que Roverandom foi publicado apenas em 1998, como uma obra póstuma, apesar de Tolkien ter enviado para publicação sessenta e dois anos antes. Isto me faz pensar, particularmente, em quantas obras estão guardadas nas gavetas dos escritores e editores, correndo o risco de desaparecerem. E falo de escritores consagrados. Se aconteceu com Tolkien, quem dirá com outros escritores.


Se lhe interessa conhecer outras faces de um escritor como Tolkien leia Roverandom, garanto, você não irá se arrepender.
Abraços e até o próximo post...

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06/09/2013


Olá tripulantes, bom dia!

Você sabe o que é funko?

Mesmo que não saiba, é provável que tenha visto um por aí, em uma loja, na estante de alguém ou em algum lugar na net. Funko é a febre que contagiou desde os colecionadores de bonecos aos apreciadores de cultura pop.

A Funko é uma empresa recente, fundada em 1998 por Mike Becker em Washington, nos EUA. Sua especialidade são os bonecos de vinil com corpo pequeno e cabeça grande, conhecidos como bublleheads, inspirados em personagens fictícios e reais da cultura pop e cult.

A variedades de bonecos é tanta que escolher um deles é uma tarefa árdua, mas, tentei separar dez que combinam com minha estante. Aproveite e faça sua lista também, nos comentários!

#1




Chuck Norris (Aqui vale a velha piada):  Na verdade ele não é minha primeira opção, mas, por mais que eu tentasse colocá-lo abaixo dos outros ele voltava para o primeiro lugar. Html, java ou qualquer outro código não adiantou. Cansado do esforço inútil, eu desisti, afinal, nada supera o Chuck Norris. E francamente, prefiro não correr o risco de ter o código do blog destruído!

#2




Chewbacca: Um dos personagens que mais gosto em Star Wars. Não é um personagem complexo e aparece pouco, mas fundamental na trama.

#3




Esqueleto (Skeletor): Curti o visual deste esqueleto, um personagem inesquecível pra quem acompanhou He-Man durante a infância.

#4




Sheldon: O personagem da ótima série The Big Bang Theory, fazendo referência a melhor série de todos os tempos: Star Trek. Não preciso dizer mais nada!

#5




Freddy Krueger: Se eu pudesse escolher o "Rei do Terror", escolheria o Krueger. Um dos primeiros que vem a cabeça quando citamos filmes do gênero.

# 6




Ezio: Personagem de um dos melhores jogos da atualidade. Culpado pelo alto índice de violência urbana no Brasil.

#7




Deadpool: A prova de que, em alguns casos, algo fadado ao fracasso conquista seu lugar e surpreende. A cópia descarada do homem aranha, criada pelo pior desenhista de todos os tempos, Rob Liefeld, alcançou o quase impossível. Tornou-se um dos personagens mais amados da Marvel.

#8




Michonne: Uma personagem bem construída, tanto na HQ, como na série. Quem não ficou surpreso quando ela apareceu em The Walking Dead?

#9




Gollum: Personagem fundamental em O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Não há como não lembrar de sua fala característica quando se olha para ele. Aposto que você ouviu agora quando olhou!

#10




Khal Drogo: Incrível como em Game of Thrones personagens secundários são tão bem construídos, talvez por isso, a forma como eles morrem causa traumas em alguns. Pelo menos antes de morrer Khal Drogo coroou Viserys com ouro quente.

Termino por aqui, embora existam muitos outros bonecos legais. E você? Poste sua lista nos comentários, ou, poste o link de seu blog com sua escolha. Aguardo vocês!

Veja mais em: Funko



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04/09/2013


Olá tripulantes!
Confiram o texto sobre a experiência do artista alemão Benjamin Haff.



Nascido em 1980, o alemão Benjamin Harff decidiu produzir algo inusitado: O livro O Silmarillion de Tolkien à mão, ou seja, da mesma forma como os monges copistas reproduziam os livros na Idade Média.
O manuscrito de Harff possui letras habilmente trabalhadas e belíssimas ilustrações. Iluminuras que transformam seu primoroso trabalho em um objeto de desejo dos amantes da fantasia. Principalmente se tratando de um objeto único.




Harff produziu o manuscrito de O Silmarillion como trabalho final na Academia de Artes onde se formou, em Hennef, na Alemanha. Como preparação pesquisou a série de livros “The History of Middle Earth”, as Cartas de J. R. R. Tolkien e seu trabalho como ilustrador

“É óbvio que Tolkien também era um amante da caligrafia, especialmente medieval. No livro "J.R.R. Tolkien – Artist and Illustrator" encontrei uma dica sobre um livro de caligrafia que Tolkien leu. Então, eu comprei o mesmo livro.” Disse Harf em uma entrevista publicada no site Tolkien Library.


Todo o trabalho foi feito à mão, para isso, Harf utilizou bico de pena e tinta indiana, além de pincéis e aquarela. Para os tons metálicos o artista utilizou tinta acrílica. Para finalizar, o encadernado foi encapado em couro de cabra.


Um verdadeiro primor. Adquirir este exemplar? Só em sonho! Entretanto, tenho certeza que abrilhantaria minha estante.

Confiram mais em:

Tolkienlibrary
Designers-books



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05/12/2009




Na primeira obra “Love me, love my dog” de 1775 a realidade é percebida no olhar da pequena Bowles que nos convida a participar de um momento totalmente possível, nos convida a amá-la e a amar seu animal de estimação. Seu olhos fazem contato direto com o apreciador, coloca-o como parte desta realidade, aproxima-o de um momento de tranqüilidade e afeto, de um universo de inocência que, somente, existe nos já esquecidos anos da infância.


Joshua Reynolds, o pintor inglês que eternizou a Miss Bowles era moralista e praticava uma pintura baseada em fundamentos clássicos. Retratava pessoas reais da aristocracia inglesa com muito luxo e pompa. Retratar a realidade a partir de um pensamento moralista requer uma impregnada idealização da realidade. De que realidade dizia Reynolds? Aquela que se mostra como realmente é, ou a que deveria ser? Certamente a garota com seu cão e toda a atmosfera de felicidade nos parece mais fantasia do que a realidade que, talvez, Reynolds pretendeu mostrar.

Na segunda obra “Le Petit Chaperon rouge”, ilustração que Gustave Doré fez em 1862 para ilustrar os contos que Charles Perrault escreveu, contos esses que eram contados por sua mãe durante sua infância, vemos uma criança e um cachorro como na obra de Reynolds, mas, em um contexto diferente, a garota de Doré, não faz contato visual com o observador, afasta-o da cena, distancia-o de um fato que não pretende ser real, apenas, imaginário.


No entanto, os contos folclóricos, com sua narrativa fantástica, contém em seus personagens, às vezes, antropozoomórficos, verdades sobre a natureza humana. Quem nunca presenciou alguém com a audácia e a maldade do lobo mau?

Em Reynolds encontramos um conto fantástico onde encontra-se expressa uma felicidade e um mundo idealizado que os palacianos ingleses gostariam de viver. E em Charles Perroult, com a colaboração de Gustave Doré a realidade nua e crua de homens que escondem seus animais atrás de uma aparência fantasiosa, tal qual aquela dos retratos de Reynolds.