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03/12/2017


Olá, amigos! Tudo bem?

Estou contente em poder anunciar para todos vocês o meu próximo lançamento. O livro de História em Quadrinhos Devorados, com arte minha e roteiro do Cirilo S. Lemos e Erick Sama, pela Editora Draco. O lançamento acontecerá nessa CCXP, entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2017, na Mesa B10 do Artist's Alley. Será um prazer recebê-los.

É possível garantir o livro na pré-venda com desconto: [Link]

Devorados

Erick Santos Cardoso, Cirilo S. Lemos e Marcio R. Gotland
Nada é mais forte que o elo de sangue


Esta é a história de Duran Draconian, um nobre que não poupará esforços para recuperar a honra de sua linhagem decadente. Para proteger sua esposa e bebê, ele enfrentará um ritual arriscado para entrar para a dragonaria rubra, uma força de elite que sobrevoa os campos de batalha aplicando a justiça dos homens.

Este futuro pai e guerreiro superará obstáculos intransponíveis, forjará um elo inquebrável de sangue com um réptil alado selvagem e, ao encarar o seu monstro interior, descobrirá o preço definitivo para a vitória.





Devorados é uma comovente HQ de fantasia épica de Erick Santos Cardoso e Cirilo S. Lemos, desenhada por Marcio R. Gotland. Quando os céus sangrarem, voe para uma luta angustiante e liberte‑se das presas afiadas do destino.

ISBN: 978-85-8243-233-4
PÁGINAS: 68 (PB, PAPEL PÓLEN BOLD)
FORMATO: 17 X 24CM
GÊNERO: FANTASIA, QUADRINHOS
ROTEIRO: ERICK SANTOS CARDOSO E CIRILO S. LEMOS
ARTE: MARCIO R. GOTLAND
PREÇO DE CAPA: R$ 24,90


Abraço e até a próxima...


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17/05/2017



Fala, amigos! Tudo bem?

No primeiro bimestre de 2017 foi dada a largada para a agenda de eventos do ano, e posso afirmar que comecei bem, pois tive a oportunidade de fazer três sessões de autógrafos em São Paulo. Foram momentos interessantes, quando pude encontrar leitores de quadrinhos e apresentar o meu trabalho.

Dia 21 de Janeiro estive na loja Ugra Press, dividindo espaço com o Gabriel Arrais, autor de Necromorfus e o André Freitas, autor de Ozman. A Ugra Press, localizada na Rua Augusta, 1371, loja 116 é um dos espaços obrigatórios para quem aprecia quadrinhos independentes.

Sessão de Autógrafos na Ugra Press

Em 28 de Janeiro fomos recebidos na hamburgueria G-Burguer, localizada na Rua Augusta, 2931, juntamente com os quadrinistas Roe Mesquita e Lu Fidelis e o escritor J. P. Schimidt. Momento especial com arte e boa culinária!

No dia 18 de fevereiro foi a vez da Gibiteria, localizada na Praça Benedito Calixto, a loja me recebeu, juntamente com o quadrinista Gabriel Arrais e o Tiago Pinheiro, autor de Animals, para a sessão de autógrafos. Foi sensacional!

Sessão de autógrafos na Gibiteria

Bom, é isso, fico por aqui com a promessa de manter vocês informados das novidades! Abraço...


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21/11/2014



Olá pessoal, tudo certinho?

No último post eu falei sobre minha participação na Brasil Comic Con para divulgação e pré-lançamento do meu novo trabalho, a webcomic Greg: O Contador de Histórias. Estive no evento realizado nos dia 15 e 16 de novembro de 2014 em São Paulo e passado alguns dias devo dizer que a experiência foi maravilhosa, primeiro pela forma como o público recebeu o trabalho e segundo pelas críticas construtivas que recebi, vinda de gente que conhece muito da área dos quadrinhos. Passado uma semana, todos os dias, venho colhendo os frutos desse trabalho.


Greg: O Contador de Histórias é uma coletânea de estórias curtas, contadas pelo personagem que dá parte do seu nome ao título: Gregório. Para o evento, levei uma edição especial contendo as primeiras 17 páginas da história, com capa em papel reciclato 120g/m² e miolo em Polén 90 g/m². É uma edição seriada, numerada e assinada, com 100 exemplares apenas. Para os leitores, funciona como um tira-gosto, para mim, uma maneira de recolher feedback que influenciará positivamente na publicação da webcomic, uma página por semana em dezembro, depois da Comic Con Experience.


Dividi o espaço reservado para meu trabalho no Beco dos Artistas, onde estiveram presentes 60 quadrinistas do Brasil e do mundo, com o ilustrador Carlos Sneak, que produziu uma ilustração de um dos personagens da webcomic.


Além da edição especial de Greg: O Contador de Histórias, levei prints de trabalhos meus e artes originais exclusivas.

Entrevista realizada pelo Distopia Cast

Como a caravana não para, estarei no Artists Alley da Comic Con Experience de 04 à 07 de Dezembro para mais um evento de pré-lançamento da webcomic e aguardo todos lá para bater um papo e quem sabe, levar uma parte do meu trabalho para casa.

Quem quiser acompanhar a webcomic, acesse a fanpage: Greg: O Contador de Histórias E detalhe, estamos realizando um sorteio especial para quem curtir até o dia 30/11/01 às 21 horas, aproveitem!



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16/04/2014



"Sonhou um sonho antigo, sobre três cavaleiros de manto branco, uma torre há muito caída e Lyanna em sua cama de sangue."

Bom dia tripulantes, tudo bem? Acompanhem comigo um pouco do processo de produção da ilustração Lyanna Stark and Rhaegar Targaryen. (CONTÉM SPOILERS)



Antes de iniciar o post não posso deixar de parabenizar a todos pelo dia do desenhista, que foi ontem, mas, vale seguir com a comemoração. O trecho acima é do primeiro livro da saga de George R. R. Martin, que, juntamente com outras citações vem gerando especulações em torno do real passado da irmã de Ned Stark, Lyanna e do príncipe Targaryen, Rhaegar. Logo, vale lembrar que a ilustração em questão não está baseada em fatos claros da saga As Crônicas de Gelo e Fogo, mas, em uma teoria, construída por leitores, que coloca John Snow como filho de Lyanna e Rhaegar. Porém, o objetivo desse post não é provocar um debate sobre o suposto romance, e sim, apresentar um pouco do processo de produção da ilustração.

Pessoalmente, prefiro construir o cenário completo, depois de esboçar a ilustração com prévia da figura e fundo. A presença da figura no esboço é necessária para que a composição, a perspectiva e a coerência espacial seja pensada antes, porém, uma vez que a ilustração está esboçada, opto, em algumas ilustrações, por trabalhar a pintura do cenário primeiro, o que me permite entender melhor a atmosfera que envolverá os personagens e evita erros de continuidade.

A ar tropical do fundo tem relação com o sol de Dorne, local onde a Torre da Alegria está localizada, porém, propositalmente, trabalhei o céu com cores que contrastam com a terra para intensificar o limite entre eles no horizonte. As pinceladas rígidas e rápidas do cenário foram deixadas, justamente para que o processo ficasse aparente, com o propósito de destacar a diferença entre a pintura digital construída por pinceladas, e portanto, parecida com a pintura tradicional, da modelagem 3d, que tem como características texturas perfeitas e uniformes e é produzida por meio de um processo diferente. Isso me lembra a escultora Camille Claudel, que fora aluna do estupendo Rodin. A artista francesa, esculpia magistralmente partes da obra e a mesclava com partes intocadas da pedra, deixando aparente o processo de construção, uma necessidade de seu tempo, quando a arte precisava se distanciar da reprodução industrial.
Em frente a Torre da Alegria, estão os cavaleiros Arthur Dayne, Oswell Whent e Gerold Hightower em suas montarias. O lago dá o ar romantico à cena.

Acima vocês podem conferir um pouco do processo de pintura das figuras sobre o cenário, como vocês já puderam ver em outros processos que postei aqui, começo esboçando as pessoas nuas, para depois vestí-las, o que permite melhor compreensão das sobras do tecido e de como irei trabalhar o chiaroscuro posteriormente. Daí para a versão final, corrigi alguns problemas de simetria na armadura e modifiquei alguns detalhes.




Algumas características dos personagens citadas nos livros não poderiam faltar, como a luxuosa armadura do Rhaegar, com o dragão de três cabeças em destaque e os rubis; as flores azuis, tão amadas por Lyanna; os já citados cavaleiros da Guarda Real e o belo cabelo castanho da misteriosa irmã do Ned Stark. Vocês podem conferir esta ilustração em melhor resolução no meu Deviantart.

Aproveito a ocasião para falar um pouco sobre um dos meus próximos trabalhos e que tem como tema a saga As Crônicas de Gelo e Fogo. Bran Stark é o personagem desta vez, e você spoderão ver um pouquinho do processo em um pequeno vídeo que postei no Livestream.



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28/11/2013


Bom dia tripulantes? Todos bem?

Esse é o nosso quadragésimo nono post, e nele apresento, para aqueles que não conhecem, uma das maiores ilustradoras de fantasia. Um merecido tributo para Pauline Bayes, desenhista, ilustradora e capista, falecida em 2008, a talentosa inglesa, ilustrou obras de J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis, entre outros, entretanto, ainda é desconhecida para muitos, e isto parece injusto.


Pauline Bayes nasceu em Hove, na Inglaterra, em 1922. É uma das responsáveis pelo imaginário atual do universo criado por Lewis através de suas ilustrações para Narnia. Aquele mundo colorido, cheio de animais, e variedade vegetal, está presente em grande parte das artes de Bayes.


Bayes era uma exímia ilustradora, trabalhava com lápis de cor, nanquim, aquarela, pastel e óleo. Também era letrista, e produziu capas em uma época na qual não existia o computador para facilitar a diagramação e a criação de fontes. Em algumas capas é fácil notar o primor com que Bayes detalhava a ilustração, às vezes, margeadas por arabescos. 

Vale ressaltar a beleza dos mapas ilustrados por ela que fez cartas cartográficas para obras de Tolkien e Lewis. Em fim, sua ilustração possui uma sutileza feminina, com aquela mágica típica dos contos de fada.

Não acredita? Então, comprove!




Um site foi criado para divulgar a obra da ilustradora: Pauline Baynes



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Obrigado e até o próximo post!



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13/11/2013


Bom dia tripulantes! Tudo bem?


Em semana de FIQ, nada mais apropriado que falar de quadrinhos, e trago para vocês um dos maiores cartunistas do Brasil, com um traço solto, leve e com um humor sutil, o artista em questão garante que os ratos também choram, e sobre o universo animal, fala com propriedade, afinal,  é veterinário e biólogo pela USP.

Dando sequência a série de artigos sobre HQs, falarei um pouco sobre o trabalho do cartunista Fernando Gonsales, paulistano. Seus personagens são retirados do mundo animal, mamíferos, insetos, peixes, répteis e aves, nenhum deles escapam ao humor do Fernando. Seu principal personagem é o rato Níquel Náusea, acredito que a referência a outro rato, o Mickey Mouse, é facilmente percebida.


Conheci o Fernando Gonsales no 2º HQF, encontro de quadrinistas e cartunistas, ocorrido em 1999 na cidade paulista de Ferraz de Vasconcelos. Na época eu trabalhava como cartunista no jornal O Munícipe. Na ocasião, o artista falou sobre sua carreira e de seu trabalho como cartunista. Também falou sobre seu livro recém publicado, na época, pela editora Bookmakers, Níquel Náusea: Os Ratos Também Choram.

O livro, composto por tiras, o folhetim da vida animal, traz curiosidades sobre seus personagens publicados em jornais de grande circulação na época. Apesar da obra estar recheada de animais, a principal vitima do humor do cartunista é o homem, com seus relacionamentos complicados e sua maneira, muitas vezes contraditória, de viver. O rato Níquel, a barata viciada em inseticidas Fliti e o Sábio do Buraco, o ancião dos roedores têm seu espaço garantido no livro.


As tiras, foram magistralmente coloridas por Marília di Lascio, e a qualidade do livro é notável, com 65 páginas, o livro Níquel Náusea: Os Ratos Também Choram contém aproximadamente 250 tiras de quadrinhos. Diversão garantida através de uma modalidade de quadrinhos das mais difíceis de produzir, pois, por ser simples e com poucos quadros, exige grande capacidade de síntese do artista.

Não posso deixar de mostrar os desenhos que ganhei de Fernando Gonsales no evento. Um deles no livro, o outro, em um sulfite tamanho A4, que guardei com carinho em uma pasta reservada para desenho que ganhei durante esse anos, e acreditem, tem muita coisa lá.



Por fim, se Fernando Gonsales garante que os ratos também choram, que zebras com listas pretas podem se casar com zebras com listas brancas e que o boi se casará com Adélia, mesmo ela sendo uma vaca, quem é louco para discordar?


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01/11/2013


Bom dia tripulantes! Tudo bem?

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Confiram mais um post que revela detalhes e características do processo de criação das minhas ilustrações. E considero adequado publicar o raio-X da produção desta imagem hoje, no primeiro dia de novembro, pois, ontem, em virtude do halloween, foi lançado na Amazon o conto A Noiva do Homem Peixe de autoria do escritor Tiago Cabral e a ilustração Woman Tchulhu, destrinchada aqui, ilustra a capa do livro.

A ilustração Woman Tchulhu é baseada na literatura de H. P. Lovecraft, escritor inglês, que viveu entre 1890 e 1937. Como o titulo deixa claro a criatura mote para a ilustração é o Tchulhu, uma quimera com corpo de homem, cabeça de polvo e asas como as de morcegos. Apesar de baseada em um monstro horripilante eu não tive a intenção de criar uma imagem sinistra, pretendi fazer algo leve e atraente a primeira vista, sutilmente surrealista, que chamasse a atenção de quem não conhece Lovecraft e ao mesmo tempo compreensível para quem conhece a obra do escritor.

 
Bom, o resultado foi esse: Uma mulher sensual e moderna, carregando um livro, com um olhar assustador e um sorriso enigmático. O polvo atrás dela, emoldura sua cabeça, seus tentáculos dão o tom medonho, aliás, a imagem de um polvo causa aflição para muita gente. Os peixes beta, ao fundo e ladeando a mulher sugerem as asas, além de dialogarem com os homens peixe, parte do universo de Lovecraft.

Vou começar pelo fundo, minimalista, apesar do polvo e dos peixes, um roxo chapado que amplia o gelo de uma paleta de cores frias, algo adequado a uma ilustração que está no limiar do horror, sem estar definitivamente lá. Observem como utilizei a cor do fundo nas sombras das figuras, inclusive da mulher, à frente.


Confiram abaixo etapas da produção da ilustração, desde ao esboço do corpo, algo que faço sempre e considero correto, pois, permite melhor compreensão da anatomia e auxilia muito nas curvas que aparecem através das dobras dos tecidos, além de facilitar a construção dos volumes na etapa de colorização.


Abaixo detalhes da ilustração como rosto, no qual me dediquei aos olhos e lábios, com o objetivo de atrair a atenção do observador para a face da mulher. Naturalmente, o ponto focal dessa ilustração é o rosto, então trabalhei mais no primeiro lugar para onde os olhos do observador se direciona.


Fico por aqui, espero que gostem do post, e não deixem de ler o conto do Tiago Cabral, A Noiva do Peixe Homem, que possui a ilustração deste post como arte de capa. O conto está disponível na Amazon.

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30/10/2013


Olá tripulantes, tudo bem?

Vou confessar que me sinto feliz hoje, e uma parte dessa felicidade vem do sucesso que o post de ontem, que fala sobre o processo criativo de uma das minhas ilustrações, alcançou. Mas, o assunto de hoje é outro e envolve ilustrar e escrever, sim, tudo junto. As pessoas tendem a admirar os ilustradores, afinal, eles dão vida a ideias ou conceitos nascidos da própria mente ou da imaginação de outros. Os escritores fazem o mesmo, embora sem todas as cores do primeiro.

Um dos sonhos dos escritores é encontrar um ilustrador com o qual sintonize a ponto de ampliar a revelação do universo que criou com seus escritos. E os ilustradores, por sua vez, necessitam de conceitos e ideias concretas para que suas ilustrações não fiquem superficiais.

Imagine então alguém que crie um universo através das letras e ainda ilustre aquilo que escreveu. Combinação perfeita não acha? Criadores polivalentes não são tão raros quanto parece. Eis diante de nós um exemplo: M. Matiazi, ou Marina Gimenes Matiazi, a entrevistada da semana!


Escritora, autora do livro Três, ela própria ilustra e dá cores aos seus personagens, conheçam um pouco mais sobre a autora na entrevista abaixo:

M.R.G: M. Matiazi, você é daquelas pessoas multitalentosas, escreve, inclusive com um livro publicado, e ilustra maravilhosamente bem. Como é escrever e ilustrar ao mesmo tempo?

M. Matiazi: Bem, primeiro agradeço, "maravilhosamente bem" é muita gentileza sua! Segundo, na minha história pessoal ilustrar e escrever nunca foram coisas separadas. Eu basicamente desenho para dar vida ao que eu crio, meu universo interno, e escrevo pelo mesmo motivo. Para minha "sorte" tenho afinidade com as duas artes, pois só com afinidade é que podemos evoluir, daí sim com muito treino e empenho pessoal. Tento ter foco, exercitar minhas falhas, me inspirar em quem faz seu trabalho melhor que eu (a lista é interminável!) e ao mesmo tempo tentar manter alguma liberdade, justamente para tentar encontrar quem sou eu e a forma como genuinamente me expresso. Ainda não encontrei um ideal e talvez jamais encontre, mas a gente se apaixona pela busca também. As histórias que estou tentando contar existem há mais de quinze anos. Infelizmente a maior parte do que produzi nesse tempo foi terrível e não ouso nem divulgar, mas é interessante ver o traço e o enredo amadurecendo juntos e junto comigo.

M.R.G: Fale sobre sua obra literária Três, livro que você publicou de forma tradicional, impressa. Do que trata o livro? Que mensagem pretende passar aos leitores através da vida dos personagens?


M. Matiazi: Três é uma história que é contada como uma lenda dentro das minhas outras histórias. É como um livro dentro de um livro, por isso é relativamente curto. É um triângulo amoroso místico e sombrio, cujas consequências vão muito além de corações partidos, digamos assim. A mensagem passada é basicamente que você pode desejar muito uma coisa e pode até consegui-la, mas vai ter que arcar as consequências. O livro é sobre cobiça, basicamente. Sobre cobiça e força de vontade, no seu pior sentido. Apesar do triângulo amoroso, amor não é realmente o foco no livro.

M.R.G: Você está publicando um livro de fantasia, capítulo à capítulo, através de um blog. Como é a experiência de publicar online?

M. Matiazi: Tem sido positiva por me obrigar a ter algo pronto toda semana e pelo desapego, pois, eu não vou poder ficar corrigindo infinitamente antes de publicar algo, mesmo que eu corrija depois, pois blog permite edições, graças a Deus! Um antigo vício que eu tive que abandonar para escrever o "Três" também. Já o feedback, como sempre, não é lá muito animador para ser sincera. Não é que não estejam gostando, mas eu não sei nem o que estão achando, porque os leitores não comentam nada! É diferente de baterem os olhos numa imagem e falarem "que bonito". Ler demanda tempo, alguma entrega ao ambiente ali proposto, e eu sei que na internet o pessoal quer que as coisas sejam rápidas: fast food mesmo. Então é difícil seduzi-los, sendo ainda tão desconhecida. Mas, como a ideia inicial é que a publicação online preceda um livro físico, o material está lá sendo preparado, com todo carinho, até que a história chegue ao ponto que precisa chegar. Está servindo a contento para a proposta. Se alguém quiser ler agora, ótimo, senão, ainda me serve!


A ilustração do jogo Aeterna Conflictus.

M.R.G: Sobre seu trabalho de ilustradora. Quais são suas principais referências? O que te inspira?

M. Matiazi: Minhas referências são tão variadas que eu não sei como fazer uma lista específica. Posso me apaixonar por uma técnica, por uma temática. Não tenho um foco único. Bato o olho numa arte, penso: "olha, acho que consigo fazer algo assim", mas na maioria das vezes descubro que não! Quer dizer, ainda não. Quando vou fazer meus desenhos mais realista eu procuro mais referências fotográficas, e como estou ainda numa busca interminável de qual técnica se enquadra melhor nas minhas mãos, eu basicamente vou tentando uma diferente a cada desenho. É, não parece muito profissional falar isso, mas é a verdade. A busca é incessante - e a insatisfação também. Alguns artistas que eu gosto: (Por favor, não me comparem com eles) Orpheelin, Marc Simonetti (França), Felix Avenier, Caroline Jamhour (Brasil), Sandara (Singapura), Serena Verde (Itália), Claire Hummel (EUA), Ursula Dorada (Brasil), Kerem Beyit (Turquia), etc. Recomendo que vão atrás de todos esses, são fantásticos. Menos do Felix: ele é louco!
M.R.G: Fale sobre sua formação, acadêmica, do cotidiano, das experiências na arte entre outras importantes para sua produção:


M. Matiazi: Eu sou Bacharel em Escultura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Apesar de fazer algum tempo que me formei, as aulas de desenho e croqui da faculdade foram essenciais para meu estilo meio rabiscado e minha técnica "corre que o modelo vivo vai se mexer". Eu sou meio estabanada, trabalho muito rápido e sei que devo isso à Belas Artes. Só não sei se isso é bom! No cotidiano, mantenho os estudos em dia com reprodução de modelos, não tem outra forma. Aprender a escrever se faz lendo muito e escrevendo muito e para aprender a desenhar, estar sempre observando, rabiscando, produzindo. Só se aprende a fazer arte fazendo.


Minha maior experiência editorial até o momento foi mesmo o meu próprio livro. Faço mais trabalhos particulares além de ter desenhos vinculados aos cursos de e-learning da empresa onde trabalhei em 2011. Já fiz alguns trabalhos para pessoas que infelizmente desistiram do sonho de publicar seus livros, Já fiz alguns trabalhos para pessoas que infelizmente desistiram do sonho de publicar seus livros, talvez pelo primeiro "não" que receberam, ou por outros motivos quaisquer. Não sei. Apenas lamento, porque ter seu trabalho nas mãos e seu universo dividido com outras mentes é um prazer indescritível. Estou trabalhando agora a parte gráfica de um futuro livro de RPG. Está sendo interessante.


M.R.G: Indique os links para quem quiser conhecer mais seu trabalho:

M. Matiazi: O livro Três está disponível para compra em três sites: Livraria Cultura, Amazon e o site da Biblioteca 24horas (Seven Systen International) que é a editora que o lançou. Procurar por Três de M. Matiazi. Ou entrar em contato direto comigo, ofereço desconto!

O segundo livro, "O Feiticeiro" está online no blog Crônicas de Elion: Crônicas de Elion

Portfólios de ilustração: 
Tumblr

M.R.G:  Uma frase para fechar a entrevista:

M. Matiazi: "Não se leve tão a sério, mas trabalhe com seriedade pelo que você ama."


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Entrevista exclusiva: Roe Mesquita e Lucy Fidelis

18/10/2013


Olá tripulantes? Como estão?

Como de costume, mais um entrevistado passa por aqui. Apreciem a entrevista com a escritora Vanessa Bosso, uma das precursoras do sistema de autopublicação no Brasil. A autora está preparando o esperado A Aposta 2 e promete que seus leitores terão ótimas surpresas com seu próximo livro. Vanessa parece uma máquina de escrever, com uma quantidade surpreendente de livros. Talentosa, polêmica, firme em suas convicções e uma grande pessoa. Vanessa Bosso é a prova de que vale a pena apostar em si mesmo.

M.R.G: Vanessa Bosso, defensora fiel do formato e-book, e escritora de sucessos como A Aposta e Senhor do Amanhã. Chamada, carinhosamente, por seus leitores de diva e rainha, tida por aspirantes a escritores como exemplo, alguém que, apesar do sucesso, nunca se opõe a dar dicas para entrada no universo da literatura, principalmente, através do sistema de autopublicação. Quem é essa mulher que está construindo uma carreira fantástica fora do círculo das editoras tradicionais?


Vanessa Bosso: Nem sou diva, muito menos rainha. O que sou e sempre serei: uma pessoa honesta, que não suporta injustiças ou sacanagens. Já estou "queimada" no mercado tradicional e se quer saber, estou pouco me importando. Falo o que penso e vou morrer fazendo isso.

M.R.G: Você escreve diferentes gêneros e todos os livros conquistam leitores e recebem críticas positivas. Quem mensagem você pretende passar com seus livros?

Vanessa Bosso: Depende do livro e do momento. Em Senhor do Amanhã, enviei um alerta. Em A Aposta eu queria simplesmente causar sensações das mais insanas. Em O Homem Perfeito eu queria falar de amor, de almas gêmeas.


M.R.G: Como artista eu sei bem que o autor trata sua criação como se fosse um filho. As pessoas não assumem, mas, entre toda a prole, sempre, há um filho preferido. Entre todos os seus livros, existe aquele que é o seu “xodó”?

Vanessa Bosso: Por que todo mundo me mete nessa saia justa? (Kkkk) Assim, eu sou apaixonada por todos, mas A Aposta foi um frenesi absurdo e tenho um baita orgulho do resultado final.

M.R.G: Como funciona o processo de criação de seus livros? De onde tira inspiração?

Vanessa Bosso: Não tenho um processo. Nem fórmulas mágicas. E odeio rotina. Então, cada obra se desenha de uma maneira diferente e as inspirações surgem dos lugares mais inusitados. Adoro!

M.R.G: Qual seu próximo trabalho? Pode falar sobre ele?

Vanessa Bosso: Estou escrevendo os último capítulos de A Aposta 2. Foi um dos livros mais difíceis que já me meti a criar. Senti a pressão, sabe? Eu nunca imaginei que seria tão complicado limpar a minha mente e partir para o ataque. Mas posso garantir, o resultado superou todas as minhas expectativas.

M.R.G: Por gentileza, deixe links para aqueles que queiram conhecer mais sobre você e sua produção ou adquirir seus livros:

Vanessa Bosso: Os leitores podem se conectar facilmente comigo através do meu site: www.vanessabosso.com. Lá encontrarão todos os meus livros, meu blog atualizado, um pouco sobre mim, os meus contatos, etc, etc, etc...

M.R.G: Uma frase para fechar a entrevista:

Vanessa Bosso: Vou usar uma frase que amo, dita pelo Capitão Kirk de Star Trek: "Não acredito em derrotas".
Adorei a entrevista, superobrigada pelo espaço! Beijo Grande!!


Eu que agradeço por, gentilmente, nos conceder a entrevista! Desejo sucesso com seu novo livro! (Não é por nada não, mas, estou adorando brincar de jornalista)



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